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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Abra um Verão mais Refrescante Coca Cola

Abra um Verão mais Refrescante Coca Cola

(Versão de Rosana Ferrão e Paul Ralphes)

Alô, aumenta o som!
Tem alguém aí me ouvindo?
Um novo dia chegou

E eu quero, pra começar
Dizer que a onda é de quem chegar
Então não tô sozinho nessa

Vem curtir comigo o dia já vem
Abra a felicidade você também
Vamos sentir algo novo
Vem curtir comigo, isso faz tão bem
Abra um sorriso no rosto de alguém
Pra eu sentir como é bom

Abra a felicidade que tem aí
Abra a felicidade que tem aí
Abra a felicidade que tem aí
Abra a felicidade que tem aí

Dá licençaHan Han Chega aí
Que eu tenho uma parada pra você ouvir
Hoje eu acordei num clima bacana
Alegria transbordou e me lembrou que alguém me ama
Veja só: ontem eu tava perdido, é…
Hoje eu tô sem problema e muito leve
Até pode acontecer o mesmo com você
Eu tô rindo à toa, quem mais vai querer?

Quero ver o sol brilhar
Sem parar
Será que é pedir demais?
Hoje eu quero sair
Com meus amigos por aí
A vida é muito curta
Pra que desperdiçar?

Vem curtir comigo o dia já vem
Abra a felicidade você também
Vamos sentir algo novo
Vem curtir comigo, isso faz tão bem
Abra um sorriso no rosto de alguém
Pra eu sentir como é bom

Se você ouve o seu coração
O mundo cabe na sua mão
Quem planta amores pelo caminho
Não encontra nenhum espinho

E quem sabe eu te encontro lá
Existe tanto a compartilhar
Eu já ergui a ponte
É só atravessar

Vem curtir comigo o dia já vem
Abra a felicidade você também
Vamos sentir algo novo
Vem curtir comigo, isso faz tão bem
Abra um sorriso no rosto de alguém
Pra eu sentir como é bom
Abra a felicidade que tem aí
Abra a felicidade que tem aí
Abra a felicidade que tem aí
Abra a felicidade que tem aí

Ficha técnica do filme:

Título: Cielo
Cliente: Coca-Cola Brasil
Produto: Coca-Cola
Agência criação: Ogilvy Argentina
Informações da adaptação para o Brasil: Agência: Ogilvy Rio
Criação: Luiz Henrique Coutinho, Rogério Martins
Diretor de Criação: Matheus Pizão
Vice Presidente Nacional de Criação: Anselmo Ramos
Produtora – Margarida Flores e Filmes
Direção – Mauro Amar
Pós-Produção – Ilegal FXFinalizador – Mauro Amar
Trilha: Open Happiness (versão nacional Dr. Dd)
Artistas: Di Ferrero (NX Zero), Pitty e MV Bill
Produção musical: Dudu Marote
Produção agência: Patricia Côrtes, Henrique Gomes
Atendimento agência: Luis Carlos Franco, Ana Paula Perdigão, Claudia Bastos, Gabriela Malta
Planejamento estratégico agência: Alexandra Varassin, Otto Frossard
Aprovação cliente: Luciana Feres, Marry Zerkowski, Ana Paula Castello Branco e Tatiana Leite

Link da Propagada: http://www.youtube.com/watch#!v=dUxLXyzM0F0&feature=related

Link do Making of: http://www.youtube.com/watch#!v=5Wcggv6lJaQ&feature=related

Os três pensadores - Mark, Durkheim e Weber

Emile Durkheim



Durkheim se interesava por fenômenos sociais e queria entende-los. Portanto, este pensador acreditava que:


Nem tudo o que vivemos pode ser entendido pela psicologia e biologia; estimulo biológico.


Nem tudo é resultado de nossa personalidade


Agimos como agimos, em função da sociedade em que vivemos

Uma das mais importantes terioas de Durkheim é o Fato Social.

Fato Social são todas as formas de pensar, agir e sentir que não dependem da nossa vontade e que são transmitidas pela educação.

Ex.1: O que significa uma menina receber uma boneca?
Resp.: Um novo membro da sociedade está sendo preparado para cuidar de um bebê; constituir família; se dedicar a uma lar e uma família.

Ex.2: Menina de rosa e menino de azul.


As 3 caracteristicas do Fato Social:

Exterior ao individuo: independe da vontade; existem antes de nascermos e morreremos e continuarão lá.


Generalidade: É compartilhado por todos; está em toda sociedade (padrões sociais)


Coersitiva ou coersão: É imposto sobre os indivíduos, podemos sentir sua força quando tentamos contrariá-las. (ex.: Sofremos punição)

Síntese: O individuo é manipulado pelos padrões impostos pela sociedade.
__________

Max Weber


Weber parte da perspectiva sobre a autonomia da ação individual



Durkheim fala sobre Fato social e Max Weber sobre ação social


Ação Social consiste no fato de que a ação do individuo causa transformação social. O individuo transforma o meio.


Durkheim estuda quais são os motivos e intenções de suas açõesTudo que o ser humano faz, tem um sentido, e a pessoa tem consciência desta ação.


Durkheim fala que há tesão sobre o indivíduo por parte da sociedade, já Weber, acha que como o individuo tem ação transformadora, não há tensão, atrito, resistência, oposição.


As 3 caracteriticas da Ação Social:

Tradicional: costumes criados pela rotina (do individuo p/ a sociedadeEx.: Churrasco na laje, macarronada no domingo, feijoada na 4ª.


Emocional/ afetiva: atitudes que são resultados de uma carga emocionalEx.: Raiva que provoca revolução/ briga que provoca tristeza que provoca ir ao shopping


Racional: Atitudes planejadas, estratégicas, com finalidades.

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Karl Marx
Para Karl Marx a história humana é resultado de uma luta de classes.



Ser dono dos meios de produção, donos de empresa (hoje, de emissora de TV, Rádio) é privilégio da classe dominante.



Para Marx, o domínio pertence a quem tem os meios de produçãoBurgues (donos dos meios de produção) x Proletários (tem apenas a força e trabalho)


Algumas teorias:

Exército de mão de obra reserva: Pessoas que estão fora do mercado de trabalho, em situação propícia para aceitar qualquer oportunidade, mesmo que não sejam em áreas que não sejam a sua. Então é oferecido um salário (que serve apena para se manter). Se algué, dentro do mercado (empregado), recusar este salário, há um exército de mãos de obra reserva que está a espera da vaga recusada.


Mais valia: É a diferença entre o resultado do trabalho (o que foi produzido pelo trabalhador) e o salário pago a ele, tirando os custos da produção, e dai resulta o lucro.


Fetiche da mercadoria: É o poder de atração da mercadoria, conforme a proposta do capitalismo, de modo que não é levado em consideração o trabalho humano sobre ela. Portanto, o produto que deveria ser visto como fruto do trabalho humano, e assim acessível à todos, torna-se um produto inacessível, devido aos atributos "magicos" e ficticios agregados a tais produtos.


A partir das informações acima, qual a sua opinião sobre as teorias e os conceitos destes pensadores?

A publicidade é um cadáver que nos sorri

A publicidade é atacada de forma ininterrupta por grandes autores. Oliviero Toscani, por exemplo, chega a chamar a publicidade de “cadáver” em sua obra no qual o nome, “A publicidade é uma cadáver que nos sorri”, diz o que:

A publicidade é um cadáver perfumado. Sempre se diz a respeito dos defuntos: “Ele está bem-conservado, parece até que sorri”. O mesmo vale para a publicidade. Acha-se morta, mas continua sorrindo” (TOSCANI, 1996:40)

Toscani defende a idéia de que a publicidade deveria comunicar “uma imagem de marca, filosófica, que vai muito além do mero consumo” (1996:48), pois ela “não vende produtos nem idéias, mas um modelo falsificado e hipnótico da felicidade.” (1996:27), pois para Toscani “a publicidade vende felicidade” (1996:29), e “promete o paraíso a crédito” (1996:136).

O autor faz diversas advertências sobre a publicidade, portanto se vistas por uma lado construtivo e reflexivo, remete à correções, adaptações e uma postura mais criativa e responsável. Portanto, para quem sabe contornar situações e tem o hábito de se questionar para crescer pessoal e profissionalmente, tenha uma boa leitura.
Citações de Oliviero Toscani em "A publicidade é um cadaver que nos sorri"

“É impossível esboçar um passo, ligar o rádio, abrir uma correspondência ler o jornal sem se dar de cara com a mamãe publicidade. Ela está por toda a parte. È o irmãozinho, sempre sorridente!” (pág. 22)

"Acho apavorante que todo esse imenso espaço de expressão, de exposição e de afixação de cartazes, o maior museu vivo de arte moderna cem milvezes o Beaubourg e o Museu de arte Contemporâneo de Nova York reunidos, esses milhares de quilômetros quadrados de cartazes mostrados no mundo inteiro, esses painéis gigantes, esses slogans pintado, essas centenas de milhares de paginas de jornal impressas, esses milhões de horas de televisão, de mensagens radiofônicas, fiquem reservados a esses paradisíaco mundo de imagens imbecil, irreal e mentiroso. Uma comunicação sem qualquer utilidade social. Sem força, Sem Impacto. Sem sentido. Sem outra mensagem que não a exaltação grotesca de um modo de vida acintosamente yuppie, bastante agradável e bem-humorado." (pág. 22-23)

"Os publicitários que pretendem possuir a “nova ciência da comunicação” declaram-se há trinta anos capazes de transformar a gigantesca mina de ouro dos investidores numa magnífica arte de vender. Na verdade, largamente ludibriados, eles continuam a abarrotar o planeta inteiro com o mesmo mundo de imagens bestificantes. Vejam, por exemplo, na Europa os últimos filmes da Peugeot, com seus modelos 605 de lataria cromada e reluzente, dirigidos por executivos jovens e conquistadores. Todos já vimos pelo menos umas cem vezes em dez anos, qualquer que fosse a marca, esses automóveis deslizando ao sol poente. Que lugar comum! Nenhuma criatividade." (pág. 23) "Os publicitários não cumprem sua função: comunicar. Carecem de ousadia e de senso moral. Não refletem sobre o papel social, público e educativo da empresa que lhes confia um orçamento. Preferem despender centenas de milhares de dólares para colocar alguns cavalos galopando atrás de um Citroën, sem se preocuparem como todos aqueles que são obrigados a praticar rodeio nas estradas. Não querem pensar nem informar o público, com medo de perder os anunciantes. A responsabilidade deles é imensa. Têm a incumbência de refletir sobre a comunicação de uma marca, sem ficar apenas no puro marketing. Precisam impulsionar esse sistema publicitário que anda em círculos, incita a consumir cada vez mais e já não convence. A condição humana é inseparável do consumo; neste caso, por que a comunicação que o acompanha deveria ser superficial?” (pág. 25)

“A publicidade oferece aos nossos desejos um universo subliminar que insinua que a juventude, a saúde, a virilidade, bem como a feminilidade, dependem daquilo que compramos. Um mundo todo sorrisos em que diálogos amáveis e muito blábláblá subentendem estas mensagens dissimuladas: seus cabelos caem porque você não está usando esta loção milagrosa de “extraídos naturais”; suas gengivas estão sangrando e não são “de concreto” porque você está comprando o dentifrício errado; você não arrajará um novo emprego se não fizer uso deste barbeador para vencedores e deste computador portátil; você está ficando feio (a) e vivendo à margem da “verdadeira vida”, da “vida em autêntica”, da “vida total”, porque ainda não adquiriu este queijo magro sem sal ou esta refrescante soda gasosa.” (pag. 28)

“A publicidade nos propõe um mundo de ninharias entusiastas cada vez mais batidas nestes tempos de crise econômica e espiritual.” (pag. 28) “O consumidor está ficando com raiva dos anúncios, foge dos comerciais, passa correndo as paginas publicitárias dos jornais, não memorizam mais, a publicidade torna-se transparente.” (pág. 28)

“A publicidade vende felicidade, repetem todos os grandes pensadores da comunicação, [...] A publicidade já está ficando rouca de tanto falar em felicidade, parece não ter outra palavra na boca, enquanto a crise bate à porta de todo mundo e as populações começam a preocupar-se com o próprio futuro.” (pág. 29)

“A publicidade é uma arapuca. A força de louvor o prazer de consumir como imbecis felizes, ela acaba nos tornando anoréxicos.” (pág. 29)

“A publicidade excita os seus desejos, seduz os ingênuos, cria-lhes necessidades, torna-os culpáveis. Ela nos atrai para os seus encantos, nos ‘acende’ através de técnicas experimentadas. Compra-nos os nossos desejos. Como se compram votos em política.” (pag. 29)

“A publicidade não vende felicidade, ela gera depressão e angústia. Cólera e frustração.” (pág. 33)

"A publicidade especializou-se em pilhar os movimentos de idéias e músicas, a imprensa, o cinema, tornando-os assépticos e esvaziando-os de qualquer conteúdo.” (pág. 38)

“A publicidade é uma máfia.” (pág. 39)“A publicidade é um cadáver perfumado. Sempre se diz a respeito dos defuntos: ‘Ele está bem-conservado, parece até que sorri.’ O mesmo vale para a publicidade. Acha-se morta, mas continua sorrindo.” (pag. 40)

“A publicidade poderia torna-se a parte lúcida, fantasista ou provocante da imprensa. Poderia explorar todos os domínios da criatividade e do imaginário, do documentário e da reportagem, da ironia e da provocação. Poderia oferecer informação sobre todos os assuntos, servir grandes causas humanistas, revelar artistas, popularizar grandes descoberta, educar o público, ser útil, estar na vanguarda. Que estopim” (pág. 47)Toscani explica a forma de publicidade da Benetton:

“Ela transforma um slogan publicitário numa iniciativa humanista. Ela se aplica em colorir a Benetton com uma atitude progressista. E desenvolve uma imagem de marca, filosófica, que vai muito além do mero consumo.” (pág. 48)O repórter fotógrafo Patrick Robert explica a forma de publicidade da Benetton

“A Benetton entrou num outro domínio da publicidade, ela superou a noção de produto para vender uma filosofia de marca” (pág. 58)Continuação das proposições de Toscani:

“A publicidade é neutra, vazia, sem interesse. Papel pintado. Dá vontade de ficar passando os canais de televisão.” (pág. 59)

“Não vendo pulôveres da Benetton. O que estou realmente procurando é defender uma nova concepção de arte fotográfica e publicitária.” (pág. 71)

“As imagens publicitárias constituem hoje uma parte imensa de nossa cultura, nossos conhecimentos, nosso gosto, nosso estilo, e inclusive nossa moral. O trabalho de um fotógrafo, de um artista, deve ser o de contribuir para o renascimento da cultura, de levar para ai um sentido crítico, um estilo desorientador, concepções novas, que os imbecis chamam sempre de escândalos”. (pág. 96)

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Sobre fotografia
“Para Toscani: uma foto se realiza: “com o cérebro, com o olhar interior, não com um aparelho. Era preciso colocar a objetiva atrás da cabeça e não adiante! Colocar a objetiva atrás da cabeça e não adiante! Colocar na objetiva na frente dos olhos quase sempre me pareceu um ato de cegueira. Eu tirava fotos todos os dias, em meu espírito! Prefiro ficar olhando por muito tempo, analisando, deixando que cheguem as impressões e, em seguida, eventualmente, fotografo. Hoje existem máquinas eletrônicas muito sofisticadas, que regulam a distância, a luz, o foco. Mas, se a técnica melhorou, não acredito que a qualidade da visão dos fotógrafos tenha progredido da mesma maneira.” (pág. 103)
“A fotografia merece bem mais que essas briguinhas de gênero. Ela não é primo pobre da pintura nem do cinema. Ela é e continuará sendo por muito tempo a arte maior que a imagem moderna inventou. Nem mesmo a televisão conseguirá eliminá-la.” (pag. 115)
“A objetiva abre-se e se fecha, o tempo exato de deixar passar um filete de luz, e o milagre aparece.” (pag. 115)
“A fotografia combina a grande arte e o valor documental.” (pág. 115)Continuação sobre a perspectiva de Toscani sobre a publicidade:

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“A maior campanha publicitária da história da humanidade foi Jesus Cristo. Ela lançou um slogan universal: ‘Amai-vos uns aos outros’ E um admirável logotipo: a cruz” (pág. 129)

“Hoje, a publicidade não tem mais essa audácia de ir além do produto que ela promove, sem procurar ganhos rápidos.”(pág. 130)

“Ela nos promete o paraíso a crédito. [...] A publicidade é o catecismo do consumo.” (pág. 136) "É uma religião materialista, uma monstruosidade [...] confunde milagre e carteira de dinheiro." (pág. 136)

"Toda a publicidade precisa ser reinventada." (pág. 187)

Conteúdo extraído de:
TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Coesões - Conectores

Aditivas (expressam adição, sequencia de pensamento)

e, nem, mas também, como também...

A doença vem a pé e volta a cavalo.
As pessoas não se mexiam nem falavam.
Os livros não somente instruem, mas também divertem.
Ela não somente se orgulhava de seu marido, como também o amava muito.


Adversativas (exprimem contraste, oposição, ressalva)

mas, porém, no entanto, entretanto, contudo.

A espada vence, mas não convence.
Tens razão, contudo não te deixes exaltar.
Havia muito serviço, no entanto poucos ajudaram.
Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava.


Alternativas (exprimem alternância, exclusão)

ou... ou, ora... ora

Os preços ora sobem, ora baixam.
Ou você estuda ou corto-lhe mesada.


Conclusivas (expressam conclusão, dedução, conseqüência)

pois, portanto, por isso. Logo...

Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
Raimundo é home são, portanto deve trabalhar
Quero ser alguém na vida, por isso preciso estudar.
Vives mentindo; logo, não mereces fé.


Explicativas (exprimem explicação motivo razão)

que, pois, porque...

Leve-lhe flores, que ela aniversária amanha.
Saia daí, pois está chovendo!
De certo alguém o agrediu, porque o nariz dele sangra.


Fonte:
CEGALLA, Domingos Paschoal. Minigramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional. 1ª Edição: 2004, p. 282-3

Semiótica – Signos

De acordo com Pierce (cf. SANTAELLA, 2006:61-7), os signos são classificados de acordo com as seguintes relações:

A) Relação do signo com ele mesmo;
B) Relação do signo com o objeto;
C) Relação do signo com ele interpretante;

Ícone ou signo icônico
Quando o signo mantém uma relação de semelhança com o objeto, pois preserva algumas qualidades do mesmo.
Ex.: Fotografia, escultura e pintura

Índice ou signo indicial
Quando o signo matem uma provável relação com o objeto. Esta relação é a de causa e conseqüência. O signo indicial aponta, indica algo que o causou/ motivou.
Ex.: Pegadas; relâmpago; bocejo

Símbolo ou signo simbólico
Quando o signo não tem relação “natural” com o objeto. É uma relação arbitrária, cultural, e que só existe na mente das pessoas.
Ex.: Pomba, símbolo da paz;
Fonte:
SANTANAELLA, Lucia. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense. 26ª edição, 2007

Funções da linguagem

Funções da Linguagem

1. Função referencial ou denotativa:
Referente é o objeto ou situação de que a mensagem trata (sobre o que falar). A função referencial privilegia justamente o referente da mensagem, buscando transmitir informações objetivas sobre ele (informar). Essa função predomina nos textos de caráter científico e é privilegiado nos textos jornalísticos.

Geralmente na 3ª pessoa.

Ex.: O transito está parado

2. Função emotiva ou expressiva:
Através dessa função, o emissor imprime no texto as marcas de sua atitude pessoal: emoções, avaliações, opiniões. O leitor sente no texto a presença do emissor.

Geralmente na 1ª pessoa.

Ex.: Eu penso que você é bem resolvido.
3. Função conativa ou apelativa:
Essa função procura organizar o texto de forma a que se imponha sobre o receptor da mensagem, persuadindo-o, seduzindo-o. Nas mensagens em que predomina essa função, busca-se envolver o leitor com o conteúdo transmitido, levando-o a adotar este ou aquele comportamento.

Idéia de ordem, pois pretende influenciar o comportamento do receptor.
Verbo no imperativo: Faça, compre, beba, ligue, leve.

Ex.: Beba Coca-Cola!
4. Função fática:
A palavra fático significa “ruído, rumor”. Foi utilizada inicialmente para designar certas formas que se usam para chamar a atenção (ruídos como psiu, ahn, ei, alô). Essa função ocorre quando a mensagem se orienta sobre o canal de comunicação ou contato, buscando verificar e fortalecer sua eficiência. Também é utilizada para confirmar a mensagem (..., entendeu?; ..., correto?)

Ex.: Psiu.
O senhor pretende pagar parcelado em duas vezes, correto?
5. Função metalinguística:
Quando a linguagem se volta sobre si mesma, transformando-se em seu próprio referente, ocorre a função metalinguística.

É quando a linguagem é usada para explicar a própria linguagem.

Ex.: Rebuscado quer dizer complexo.
6. Função poética:
Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista, utilizando combinações sonoras ou rítmicas, jogos de imagem ou de ideias, temos a manifestação da função poética da linguagem. Essa função é capaz de despertar no leitor prazer estético e surpresa. É explorado na poesia e em textos publicitários.
Ex.: “A cada canto um grade conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro” (Gregório de Matos)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Publicidade - A criação de um mundo perfeito

Se analisarmos como as propagandas são construídas em termos de roteiro, iremos perceber que o mundo criado pela publicidade remete um mundo perfeito e mágico, bem diferente do real. E é este mundo distinto do cotidiano que atrai e seduz o público. Em função disso, a autora Solange Bigal se posiciona da seguinte forma:

"Por isso é que nos roteiros de cenas em que o sujeito é incluido pela composição publicitária, o nível semantico da comunicação sempre espelha a positividade. Não há dor, nem crueldade, nem conflito, nem injustiça, nem infelicidade, nem miséria; a seleção e associação signica são trabalhadas para nem de longe augerir dúvida no sistema de crença no consumo. O jovem rebelde é bonito, forte, penteado e vestido com a griffe divulgada; o belo casal transpiraboas perspectivas de vida no calor do forno microondas ou na certeza de um seguro de vida ou atraves de uma assistência médica eficiente; uma supercriança lambe nos supermercados a margarina de uma vida feliz." (Solange Bigal, Afinal, o que é criação publicitária?)